quarta-feira, 20 de junho de 2012

Em tom de cobrança, estudante diz a autoridades que é preciso ter coragem para “fazer o que é certo”

Antes dos discursos dos chefes de Estado e Governo na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, a estudante da Nova Zelândia Brittney Trilford, de 17 anos, chamou a atenção hoje (20) das autoridades estrangeiras para a segurança do planeta e o desenvolvimento sustentável. Em um discurso breve, de pouco menos de dez minutos, Trilford apelou aos líderes políticos para que sejam corajosos e ousados.

 20.06.2012 - Em tom de cobrança, estudante diz a autoridades que é preciso ter coragem para “fazer o que é certo” 
"De forma corajosa e ousada, façam o que é certo. Estou aqui hoje para lutar pelo meu futuro. Quero pedir que considerem porque estão aqui. O relógio está correndo", disse a estudante, na abertura da reunião plenária da conferência. Em seguida, ela perguntou: "Estão aqui para fazer bonito ou para nos salvar?"

A estudante da Nova Zelândia foi escolhida por 350 organizações não governamentais em uma seleção promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no concurso Encontro com a História. Para a Brittney Trilford, o mundo espera que as verdades morais inspirem os líderes políticos internacionais.

“Não se pode mais pensar nos jovens do campo sem relacioná-los com as novas tecnologias”

Diante do êxodo de jovens do meio rural, discutiu-se a importância de políticas que favoreçam a permanência desse segmento social no campo.

“Campo sustentável é campo com gente, onde se respeita o saber das comunidades”, afirmou Ana Carolina Silva. Ângela Guimarães defendeu a importância de enxergar a juventude brasileira de modo plural, na medida em que os jovens do campo têm demandas diferentes daquelas apresentadas pela juventude urbana. A própria juventude rural é bastante diversa, já que se constitui por jovens campesinos, quilombolas, indígenas ou ribeirinhos, por exemplo. Um dos laços que une esses jovens é a necessidade de estarem conectados, a fim de produzirem um conteúdo inovador.  Ana Carolina elogiou a atuação crescente da juventude rural em debates amplos e profícuos nas redes sociais.

II Fórum Mundial de Mídia Livre avança nas discussões e propostas da comunicação alternativa

O Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML) é um espaço de encontro de pessoas, coletivos, organizações e movimentos sociais que fazem comunicação alternativa e discutem a comunicação como direito e bem comum da humanidade.
20.06.2012 - II Fórum Mundial de Mídia Livre avança nas discussões e propostas da comunicação alternativa
Foto: Agência Jovem
Em sua segunda edição, realizada durante a Cúpula dos Povos, nos dias 16 e 17 de junho, na UFRJ, o Fórum foi organizado em quatro eixos de debate: direito à comunicação, apropriação tecnológica, políticas públicas e movimentos sociais.

Ser mais do que eventos pontuais, tornando-se um fórum permanente de articulação e mobilização de todos os agentes de mídia livre, é um dos desafios do FMML, aponta a professora Ivana Bentes, da Escola de Comunicação da UFRJ. Ao fim de cada encontro, afirma, cada participante não pode voltar para casa e estar desconectado de todos que fizeram o evento, é preciso manter esses contatos e trocas.

Cúpula dos Povos: Juventude e Carta da Terra

A Cúpula dos povos é o espaço de convergência dos movimentos sociais e de todos aqueles dispostos a construir um novo mundo. Nesses dias de atividades, o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, é o lugar da denúncia, do protesto, mas também da partilha, da proposição e do sonho. Não há lugar para a ingenuidade, aqui todos compreendem o tamanho do desafio e os interesses que estão em jogo no processo da Conferência Oficial – Rio+20.

Do lado de cá circulam milhares de ‘mantenedores’ da utopia, aqueles que sustentam a luta em defesa da vida do planeta. Na manhã de hoje, muitos deles estavam na Plenária 5, participando da atividade sobre Juventude e a Carta da Terra, realizada pela Alternativa Terrazul e com o apoio da Viração Educomunicação e Campanha Rio Mais Você. Figuras como Severn Suzuki, que virou símbolo da causa ambiental depois de discursar na ONU, durante a Eco92, quando tinha 12 anos; a atriz Letícia Sabatella, Marina Silva e o senador Cristovam Buarque, inspiraram e emocionaram uma plateia gigante, em sua maioria composta por jovens.

CONVITE: Posse das secretarias municipal de Goiânia e estadual das mulheres do PT